Archive for Maio, 2006

Pérolas na net

Maio 30, 2006

 Estes prometem. Dois programas direccionados… à cabeça.

Atmosphere Lite é um gerador de sons de ambiente naturais para relaxamento. De acordo com a página dos criadores, não requer experiência em edição de som, em poucos minutos o utilizador pode criar as suas próprias "paisagens sonoras".

Subliminal Blaster é algo mais ousado. Este programa envia mensagens subliminares para o subconsciente alterando assim padrões de comportamento, modos de pensar e até o próprio corpo. Pelo menos é o que garantem os autores.

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Ouvindo música

Maio 29, 2006

Ágætis byrjun

ágætis byrjun – sigur rós, 1999

Considerado por alguma crítica como a obra-prima dos Sigur Rós, Ágætis Byrjun (em inglês, An All-Right Star) é o segundo álbum daquela banda islandesa. Por entre melodias que alguém, por ocasião de uma visita da banda a Portugal, considerou dignas de fazer parte da banda sonora do paraíso, o disco tem algumas singularidades como guitarras eléctricas tocadas com um arco de violoncelo ou o uso de um dialecto (Hopelandic) inventado pela banda para uma das músicas e que posteriormente viria a ser usado no álbum com o excêntrico nome de ( ) – o nome do disco é de facto os símbolos de abrir e fechar parêntesis – em várias músicas. Ao que parece, é suposto ser o ouvinte a fazer a sua interpretação das letras e escrevê-la nas páginas vazias da brochura que acompanha esse disco. 
No que diz respeito a Ágætis Byrjun, é um disco que parece limpar a mente e que sabe sempre bem ouvir.

The Da Vinci Code

Maio 22, 2006

Filme de Ron Howard. EUA, 2006.

The da vinci code

Afirmar que é inspirado ou baseado no romance de Dan Brown com o mesmo nome, acaba por dizer pouco sobre o filme. Na verdade, a adaptação para filme é tão fiel à narrativa que deve ser possível contar pelos dedos as diferenças entre o filme e o livro, seja na sequência da história, seja nos próprios diálogos. Isto terá como desvantagens, por um lado, tornar o filme algo longo, e por outro, enchê-lo de recriações históricas, efeitos especiais e flash-backs onde são condensados todos os pedaços de informação que tornam a história coerente. No entanto, tem como vantagem o facto de disponibilizar àqueles que não tiveram a oportunidade de ler o livro (quase) toda a informação que este contém.
Não alterando em nada a polémica criada pela interpretação Dan Brown de alguns documentos (e.g. os evangelhos descobertos no Egipto em meados do século XX que descrevem o relacionamento de Jesus Cristo e Maria Madalena), o filme acaba por ser um entertenimento aceitável.

İstanbul

Maio 11, 2006

Fazer churrascos parece ser a actividade de lazer preferida dos turcos. A sua preferência pelos grelhados é conhecida e fica portanto comprovada.

Artigos para churrasco

İstanbul – Porta do Oriente

Maio 8, 2006

Situada junto ao Bósforo (estreito que separa o Mar de Mármara do Mar Negro), a cidade foi fundada pelos colonos gregos liderados pelo Rei Byzas sob o nome de Bizantium. Byzas escolheu aquele local após ter consultado o oráculo de Delphos que lhe terá dito que deveria instalar-se num local oposto ao da “terra dos cegos”. O oráculo referia-se aos Calcedonianos, outros colonos gregos que se instalaram na margem oposta do Bósforo e que, segundo Byzas, deveriam ser cegos uma vez que não tinham escolhido aquela localização esplêndida, no acesso ao Bósforo, rodeada de água por três lados. Durante os séculos que se seguiram, entre 650 a.c. e o início do século I a.c., a cidade foi disputada e conquistada várias vezes por Persas, Espartanos e Gregos, até que finalmente, foi conquistada pelos romanos. Em 306 d.c., Constantino o Grande elevou Bizantium a capital do Império Romano mas agora sob o nome de Constantinopla. Durante o século V, o Império Romano foi palco de grandes convulsões, tendo os Bárbaros conquistado a parte Ocidental do Império, tendo Constantinopla mantido o estatuto de capital da parte Oriental do Império (Império Bizantino). Nos séculos que se seguiram, a cidade assistiu a grande expansão o que viria a torná-la alvo de grande cobiça por parte de Persas, Árabes, e dos Cruzados. Finalmente, enfraquecida por ataques constantes, a cidade viria a ser conquistada em 1453 pelos Turcos Otomanos liderados por Mehmet II. Este evento viria a marcar o final da Idade Média.
Sob o novo nome de Istambul, a cidade foi o ponto de partida das campanhas militares que deram origem da expansão do Império Otomano. Nos anos que se seguiram, Istambul tornou-se num grande centro político, cultural e económico. O domínio Otomano manteve-se até ao final da I Guerra Mundial. Por esta altura, já o Império Otomano estava em decadência e os impérios europeus se acotovelavam na ânsia de obter os melhores bocados que sobrariam da sua dissolução. Tendo feito aliança com a Alemanha durante a I Guerra Mundial, os Otomanos foram também vítimas de pesada derrota e Istambul acabaria ocupada pelas forças aliadas. Em 1923, liderado por Kemal Atatürk (Excelente Pai dos Turcos), aquilo que restava do exército Otomano consegui expulsar os exércitos invasores dando assim origem à actual República da Turquia. O preço que Istambul teve que pagar pela reconquista da independência turca, foi a perda do estatuto de capital em favor de Ancara.

Fazendo a ligação entre a Europa e a Ásia, Istambul continua a ser a maior cidade da Turquia com cerca de 13 milhões de habitantes e é também o maior centro económico, industrial e cultural. Com uma agitação idêntica à das outras grandes cidades europeias, o toque exótico de Istambul é dado pelas muitas mesquitas por toda a cidade e pelos sons próprios de paragens mais orientais.