Archive for Junho, 2006

Teatro de rua

Junho 26, 2006

No fim de semana de 24 e 25 de Junho teve lugar o Festival de Teatro de Rua de Hengelo. O festival,além de permitir a alguns artistas e grupos de rua mostrarem o seu trabalho, dá também um colorido diferente às ruas da cidade.Outro aspecto interessante, talvez até o principal objectivo da organização, é a dinamização do comércio no centro da cidade. Uma ideia a aproveitar.

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Cartografando

Junho 23, 2006

Ainda não estou exactamente a cartografar, mas já tenho um software para recolha de dados (VisualGPSce) usando o PDA e o receptor de GPS. Numa primeira experiência, recolhi os dados no meu percurso para o trabalho, e o resultado é o que está na figura abaixo, criada com a ajuda do VisualGPS para PC. Ambas as aplicações são freeware. Preciso agora de descobrir um método para converter os dados de modo a disponibilizá-los no OpenStreetMap.

OpenStreetMap

Junho 21, 2006

 Este é um projecto muito interessante que pretende cartografar todo o mundo a partir do esforço de voluntários. A ideia consiste em recolher dados de geográficos recorrendo ao GPS e transformar essa informação em mapas acessíveis ao público. Já instalei o software necessário no meu PDA e em breve vou começar a dar o meu contributo.

Peopleware

Junho 18, 2006

 Um interessante livro de Tom DeMarco e Timothy Lister sobre gestão de recursos humanos. O livro fala, recorrendo a exemplos por vezes anedóticos, das causas e dos efeitos que uma má gestão dos recursos humanos pode ter sobre a produtividade e sobre o sucesso dos projectos. Apesar das experiências passadas dos autores estarem ligadas ao desenvolvimento de software, o livro tem ensinamentos úteis para qualquer actividade que envolva a gestão de recursos humanos. Boa leitura.

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Prevenção Rodoviária

Junho 7, 2006

Em 2004 foi feito um estudo financiado pela Comissão Europeia sobre o uso obrigatório de luzes nos veículos automóveis mesmo na presença de luz natural (sigla em inglês DRL – Daytime Running Lights). O estudo pretendia satisfazer dois objectivos:

1. fazer um inventário da legislação existente na União Europeia (UE) (e não só) sobre DRL e como essa legislação foi implementada nesses países;
2. saber que conhecimentos foram adquiridos nos países onde a legislação foi implementada de modo a usar esses conhecimentos aquando do desenvolvimento de estratégias de implementação deste tipo de legislação.

Nesse sentido, foi enviado um inquérito ao conjunto dos 15 estados membros da UE, aos (à época) futuros membros onde existia alguma legislação relacionada com DRL e a outros países onde existia legislação relacionada com DRL e onde os efeitos dessa legislação tenham sido de algum modo avaliados. Da análise das respostas ao inquérito, os autores do estudo enumeram um conjunto de argumentos a favor e contra o uso de DRL. Como argumentos a favor do uso de DRL, refere-se a melhoria da visibilidade dos veículos em circulação e a aceitação generalizada por parte dos condutores. Os principais argumentos contra o uso de DRL são o aumento de consumo por parte dos veículos (quer em combustível quer em lâmpadas) e o receio por parte dos utilizadores mais vulneráveis das vias de que o uso de DRL os torne menos visíveis (e.g. motociclistas e peões).

No que se refere ao efeito do uso de DRL nos números da sinistralidade dos países onde a legislação existe, nada é referido neste estudo, mas uma estimativa adiantada pela entidade responsável pelo estudo para o caso específico da Holanda (ver comunicado), aponta para uma redução de cerca de 15% do número de vítimas mortais em cada ano, o que no caso português, de acordo com as estatísticas da UE referentes a 2003, significaria menos 240 mortes nas estradas. Outros estudos indicam melhorias ainda maiores na segurança rodoviária.

Em Portugal, apesar das recentes alterações ao código da estrada, o DRL é obrigatório somente para os motociclos, sendo também obrigatório para todos os veículos que circulem em estradas com características especiais (e.g. IP5). Não tenho conhecimento do resultado que a introdução do uso de DRL teve nos números da sinistralidade dessas vias, contudo, sou da opinião de que se essa medida melhora a segurança de vias como o IP5, com certeza terá o mesmo efeito em todas as outras vias, logo, sou da opinião de que o uso de DRL deveria ser obrigatório para todos os veículos, em Portugal.

Relativamente ao estudo acima referido, não houve, por parte da entidade portuguesa contactada para responder ao inquérito qualquer resposta (Irlanda, Grécia e Luxemburgo foram os outros países do grupo dos 15 que não responderam ao inquérito), sendo porém questionável se o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) seria a entidade indicada para responder a um inquérito sobre segurança rodoviária.

Daytime running lights


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