Six Degrees – The Science of a Connected Age

Six Degrees – The Science of a Connected Age – Duncan J. Watts, 2003

O título do livro soa um pouco a cliché, tendo inclusivamente sido também usado em filmes e séries televisivas, antes e depois da edição deste livro. Porém, a história que indirectamente lhe dá origem é bastante mais antiga, remontado a 1929. Nessa altura, o húngaro Fringyes Karinthy lançou o desafio de encontrar alguém que estivesse afastada dele por mais de 5 níveis de conhecimentos. Mais tarde, em 1967 Stanley Milgram realizou uma experiência (small world experiment) que pretendia descobrir a distância média (número de intermediários) entre quaisquer duas pessoas. A experiência consistia em fazer com que um grupo de indivíduos de uma cidade fizesse chegar uma carta a um outro individuo que os primeiros desconheciam noutra cidade distante. Os primeiros indivíduos da cadeia teriam que enviar a carta a conhecidos seus que eles achassem poder de algum modo fazer a carta chegar o mais rapidamente possível ao destino final. De seguida, os receptores teriam que repetir o processo sucessivamente até que finalmente a carta chegaria ao destino. Dos resultados obtidos, concluiu-se (de modo algo exagerado, tendo em conta o número de cartas que de facto chegou ao destino) que o número médio de graus de separação foi seis.

Apesar da referência a estes estudos, o livro de Duncan J. Watts vai mais longe e tenta fazer das redes e das suas ligações uma ciência onde se cruzam saberes científicos de áreas como a matemática, a física, a biologia, a sociologia ou a economia e onde se tenta perceber por que razão os grilos emitem os seus sons de modo sincronizado, que contactos sociais existem entre os gestores da 500 maiores empresas do mundo, ou porquê as economias por vezes entram em colapso. Esta nova ciência permite, para qualquer tipo de rede com determinadas características, prever alguns comportamentos e reacções em situações como a partilha ou disseminação de informação ou o contágio de doenças, mas deixa claro que o acaso tem um papel muito importante a desempenhar em todo o processo.

“Networks share resources and distribute loads, and they also spread disease and transmit failure – they are both good and bad. (…) by drawing explicit relationships between the structure of real networksand the behaviour (…) of the system, they connect, the science of networks can help us understand our world.”


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