Archive for Setembro, 2009

I Love Traffic

Setembro 29, 2009

Um jogo online que desafia o jogador a gerir um conjunto de semáforos de modo a evitar grandes congestionamentos. Como é habitual nestes jogos, a dificuldade aumenta de nível para nível e o vício também. Arghhh!

 
(Clicar na imagem para jogar)

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Resultados das eleições legislativas

Setembro 28, 2009

Os resultados finais das eleições legislativas estão disponíveis aqui. Nesses resultados vejo os seguintes aspectos:

Positivo –

  • Não há governo de maioria absoluta, a não-governabilidade do país sem maiorias absolutas é um mito criado por políticos que fogem das responsabilidades inerentes à governação;
  • A oposição terá maior poder de influência nas políticas do governo;
  • Um dos pequenos partidos fora do “grupo dos cinco” (PCTP/MRPP) obteve uma votação bastante respeitável – a responsabilidade aqui é sobretudo da comunicação social pelo modo parcial como trata os vários partidos políticos.

Negativo –

  • O parlamento continua entregue aos mesmos grupos de interesses, nenhum dos pequenos partidos fora do “grupo dos cinco” consegui eleger deputados à Assembleia da República;
  • No distrito de Lisboa, os votos em branco seriam suficientes (ou quase) para eleger um deputado. Embora esses votos tenham um significado como demonstração de descontentamento, talvez fossem mais úteis para esse fim se fossem usados para a eleição de deputados dos partidos sem assento na Assembleia da República;
  • A abstenção cresceu em valores absolutos (houve menos votantes do que há 4 anos) e representa, nesta eleição, uma faixa da população maior do que a do partido mais votado (embora seja díficil saber se o número de eleitores é real).

Que outros aspectos merecem relevância?

Reflexões no dia de reflexão

Setembro 26, 2009

Após duas semanas de campanha para as eleições autárquicas, estas são algumas das reflexões que apressadamente me ocorrem:

1. A luta pelo poder é tão intensa que a campanha pareceu um jogo do vale tudo. Desde insultos a acusações várias (que sempre surgem nestas alturas) cujo fundamento muitas fica por demonstrar (donde se pode talvez deduzir que serão falsas ou trunfos para lançar de novo em futuras batalhas), tudo veio a lume e no final, a ideia que fica é que independentemente de quem ganha, nada muda.
Outro aspecto relacionado com a luta pelo poder é o apelo ao voto útil. Este serve os interesses dos partidos com aspiração a governar mas por vezes parece transformar em inimigos os adversários políticos, além de que leva muitos eleitores a votar, não no que lhe dita a consciência, mas no que lhe parece ser um mal menor.

2. Habilmente, aquele que tinham que prestar contas pelos resultados da anterior legislatura conseguiram travestir-se de modo a vestir a pele do avaliador.

3. A cobertura dada pelos media à campanha teve sempre maior enfoque nos “casos” que foram sendo lançados dia após dia do que nas propostas que os eleitores deveriam avaliar.
Por outro lado, os pequenos partidos (actualmente sem assento no parlamento), foram mais uma vez ignorados (particularmente durante o período oficial de campanha), não só pelos media, mas também pelos partido com assento no parlamento, através da recusa em participar em debates conjuntos. Essa atitude sobranceira acaba por diminuir a democracia e de certo modo limitar as opções dos eleitores. Fica assim comprometida a possibilidade de tomar conhecimento de propostas alternativas, de ter maior diversidade e novos protagonistas no parlamento. Compromete-se também a possibilidade de mostrar aos “cinco” com assento no parlamento que o povo comça a estar cansado deles.

4. Será o novo parlamento o reflexo do povo que representa?

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O que estão eles a fazer em Mafra?

Setembro 21, 2009

A última vez que o concelho de Mafra viu algo parecido com as enormes mudanças que se têm verificado ao longo da última década (mais ano, menos ano), foi com toda a certeza no século XVIII aquando da construção do imponente convento de Mafra. Olhando para os mais recentes mandatos do actual Presidente da Câmara, é impossível dizer que não foi feita obra. Aquelas que o eng. Ministro dos Santos quererá ver recordadas serão com certeza as infraestruturas rodoviárias, o renovado (ou construído de raíz) parque escolar, o saneamento básico (cuja conclusão foi mais célere na propaganda do que no terreno) e outras obras menores ligadas ao turismo e ao desporto. Sem dúvida que estas obras contribuem de forma positiva para o desenvolvimento do concelho e para a melhoria da qualidade de vida dos seus munícipes.

Há porém uma série de contrapartidas que o concelho tem que dar em troca do financiamento que permite toda esta modernidade e… chamemos-lhe progresso. Julgo que a mais evidente serão as receitas de licenciamento de habitações. O parque habitacional do concelho de Mafra cresceu de tal forma que já pouco diferencia as (outrora) pequenas vilas do concelho das cidades-dormitório nos concelhos limítrofes de Lisboa. Na Ericeira, densidade de áreas construídas é de tal modo elevada que são raros os espaços verdes nas zonas com novas construções. Além disso, a actual elevada quantidade de anúncios de venda de apartamentos sugere que a taxa de ocupação dos fogos existentes não será particularmente elevada, o que de certo modo justifica a ideia de que as tais licenças de construção são um modo priveligiado de finaciamento da Câmara (em consonância com o resto do país, diga-se).

Outra das contrapartidas parece ser a atribuição de licenças para construção de superficies comerciais. Mafra deve ser o concelho de Portugal com maior número de supermercados por habitante. A sua maioria construída nos últimos 8-10 anos. As principais cadeias de supermercados a operar em Portugal (Dia, Intermarché, Jerónimo Martins, Lidl e Sonae), têm entre si cerca de 10 supermercados distribuídos por Ericeira, Mafra e Malveira. O que há de comum a quase todos eles é que estão afastados do centro da vilas, o que incentiva as deslocações de automóvel, e causam sérias dificuldades ao pequenco comércio local – na verdade, isto aplica-se a quase todas as novas superficies comerciais, o defeito será do paradigma adoptado pelas grandes distribuidoras.

Outros negócios em que a Câmara está envolvida e que são particularmente dispendiosos para os munícipes são as águas e, mais recentemente, a auto-estrada A21.
No negócio das águas, Mafra foi pioneira e terá sido mesmo o primeiro municipio português a privatizar os seus serviços de água e saneamento. A Câmara ter-se-á livrado dos custos de administração daquela infraestrutura, porém os munícipes ficaram com uma das tarifas de água mais caras do país (actualmente em 0.80€/m3 contra 0.50€/m3 em Oeiras/Amadora, por exemplo).
Quanto à A21, outro negócio em que a Câmara de Mafra revela pioneirismo, não só pelo envolvimento na construção com privados mas também pela participação no negócio da exploração, estão, de novo, os munícipes sujeitos aos mais elevados custos para serviços equivalentes (por exemplo a A1 custa cerca de 0.07€/km para o trajecto completo contra 0.10€/km da A21)

Como acima referi, não é possível afirmar que a Câmara de Mafra não fez obra nos mais recentes anos de vigência desta gestão, porém, os custos dessa obra começam a tornar-se demasiado pesados para que este modelo de gestão continue por muito mais tempo. Seria bom aproveitar as próximas eleições autárquicas para dar esse sinal ao actual Presidente da Câmara.

Peticionando

Setembro 14, 2009

A propósito dos badalados aumentos das portagens da A21, os protestos continuam na rua e há agora uma petição online a favor da redução dos preços daquela auto-estrada. Eu já assinei. A razão por que o fiz é que nada justifica que aquela auto-estrada seja uma das mais caras do país. Comparativamente com o preço da A1, uma viagem Lisboa-Porto custa (segundo o site da Brisa) 19,55€, ou seja, aproximadamente 0,07€ por quilómetro (270km entre Alverca e Grijó) contra aproximadamente 0,10€ por quilómetro na A21.

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Estradas solares

Setembro 14, 2009

Via i.

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Protesto

Setembro 6, 2009

Decorreu hoje um protesto contra o aumento das portagens da A21 com direito a reportagem na SIC (neste link a partir do minuto 2:15).

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Mrs. Cold

Setembro 4, 2009

Os Kings Of Convenience têm um novo albúm (Declaration of Dependence) agendado para sair em Outubro, mas na rádio e na internet já se podem ouvir alguns dos novos temas.

Afinal, o preço certo é…

Setembro 3, 2009

2,10€.

Há cerca de um ano e meio, foi divulgado que o preço da utilização da ligação por auto-estrada entre a Ericeira e a Malveira seria de 1,95€. Durante este periodo de um ano e meio, o valor daquele percurso (ou de qualquer outro percurso na A21) foi de 0,60€. Recentemente, o valor foi alterado e é agora de 2,10€ (para o percurso entre a Ericeira e a A21), prefazendo um total de 2,85€ para a ligação Ericeira-Loures.