Archive for the ‘Prevenção Rodoviária’ Category

Estradas solares

Setembro 14, 2009

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Como conduzimos

Maio 19, 2009

Este vem do How We Drive, um blog de Tom Vanderbilt sobre trânsito, segurança rodoviária e tudo mais à volta.

2011 – O ano das luzes

Setembro 24, 2008

Segundo noticia o JN, a Comissão Europeia vai exigir que a partir de Fevereiro de 2011 todos os veículos ligeiros novos estejam equipados com luzes de circulação diurnas. A medida visa aumentar a segurança rodoviária. Esta é uma medida que saúdo e com a qual concordo plenamente.

Infelizmente, e de acordo com esta notícia, a nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária 2008-2015 parece (tal como as anteriores revisões) dar maior relevo a alterações ao Código da Estrada que vão no sentido de reprimir os condutores, do que à adopção de medidas de prevenção com resultados comprovados em outros países.

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Janeiro 3, 2008
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Faça-se luz

Dezembro 7, 2007

A propósito da recente notícia que refere que o número de vítimas mortais em acidentes de viação é maior este ano do que em igual período do ano passado, lembrei-me deste post que fiz há mais de um ano e que se refere a estudos realizados em vários países acerca do uso de luzes de cruzamento (médios) durante o dia. Esses estudos indicavam uma redução de cerca de 15% da sinistralidade rodoviária graças ao uso de luzes de cruzamento durante o dia. Estudos mais recentes adiantam reduções ainda maiores da sinistralidade (exemplos mencionados aqui e aqui). O tema parece merecer alguma atenção em vários países europeus, mas em Portugal ainda não faz parte das sugestões que os agentes da autoridade oferecem nas épocas que propiciam números elevados de deslocações de automóvel . Normalmente os conselhos são a moderação da velocidade, a condução à direita, a abstinência em relação ao álcool, etc. Estes conselhos são sem dúvida válidos e necessários, mas não seria ir longe demais sugerir aos automobilistas o uso das luzes de cruzamento, mesmo quando circulam durante o dia. O assunto é referido como um dos objectivos prioritários do Plano Nacional de Prevenção Rodoviária, mas essa condição não se reflecte ao nível das campanhas na comunicação social.

Existem várias razões pelas quais o uso de luzes de cruzamento sempre que se conduz aumentam a segurança na estrada. Eu identifico estas:

  1. Facilidade de distinção entre veículos estacionados e veículos em circulação;
  2. Aumento da visibilidade dos veículos em situações em que o sol se encontra baixo (ao amanhecer e ao anoitecer);
  3. Aumento da visibilidade dos veículos que circulam em zonas alternadas de sol e de sombra;
  4. Aumento da visibilidade de veículos de cores neutras.

Cerca de dois anos após a entrada em vigor do novo código da estrada, do qual resta a memória da obrigatoriedade de aquisição dos coletes reflectores e do aumento dos valores das multas, seria talvez útil aproveitar uma medida que tem mostrado resultados positivos nos vários países onde foi implementada.

Notas:

Neste site pode encontrar-se uma campanha lançada por um grupo de cidadãos em Espanha com bastante informação e referências relacionadas com a segurança rodoviária em geral e o uso de luzes durante o dia em particular.

Neste fórum (em português) encontram-se vários entusiastas do uso de luzes de cruzamento durante o dia, mas a sua estratégia passa essencialmente pela repetição exaustiva de apelos ao uso das luzes.


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Campanhas de prevenção rodoviária

Novembro 20, 2007

Espanha.

Dinamarca

Inglaterra

França

Portugal

Austrália

Itália


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Prevenção Rodoviária

Junho 7, 2006

Em 2004 foi feito um estudo financiado pela Comissão Europeia sobre o uso obrigatório de luzes nos veículos automóveis mesmo na presença de luz natural (sigla em inglês DRL – Daytime Running Lights). O estudo pretendia satisfazer dois objectivos:

1. fazer um inventário da legislação existente na União Europeia (UE) (e não só) sobre DRL e como essa legislação foi implementada nesses países;
2. saber que conhecimentos foram adquiridos nos países onde a legislação foi implementada de modo a usar esses conhecimentos aquando do desenvolvimento de estratégias de implementação deste tipo de legislação.

Nesse sentido, foi enviado um inquérito ao conjunto dos 15 estados membros da UE, aos (à época) futuros membros onde existia alguma legislação relacionada com DRL e a outros países onde existia legislação relacionada com DRL e onde os efeitos dessa legislação tenham sido de algum modo avaliados. Da análise das respostas ao inquérito, os autores do estudo enumeram um conjunto de argumentos a favor e contra o uso de DRL. Como argumentos a favor do uso de DRL, refere-se a melhoria da visibilidade dos veículos em circulação e a aceitação generalizada por parte dos condutores. Os principais argumentos contra o uso de DRL são o aumento de consumo por parte dos veículos (quer em combustível quer em lâmpadas) e o receio por parte dos utilizadores mais vulneráveis das vias de que o uso de DRL os torne menos visíveis (e.g. motociclistas e peões).

No que se refere ao efeito do uso de DRL nos números da sinistralidade dos países onde a legislação existe, nada é referido neste estudo, mas uma estimativa adiantada pela entidade responsável pelo estudo para o caso específico da Holanda (ver comunicado), aponta para uma redução de cerca de 15% do número de vítimas mortais em cada ano, o que no caso português, de acordo com as estatísticas da UE referentes a 2003, significaria menos 240 mortes nas estradas. Outros estudos indicam melhorias ainda maiores na segurança rodoviária.

Em Portugal, apesar das recentes alterações ao código da estrada, o DRL é obrigatório somente para os motociclos, sendo também obrigatório para todos os veículos que circulem em estradas com características especiais (e.g. IP5). Não tenho conhecimento do resultado que a introdução do uso de DRL teve nos números da sinistralidade dessas vias, contudo, sou da opinião de que se essa medida melhora a segurança de vias como o IP5, com certeza terá o mesmo efeito em todas as outras vias, logo, sou da opinião de que o uso de DRL deveria ser obrigatório para todos os veículos, em Portugal.

Relativamente ao estudo acima referido, não houve, por parte da entidade portuguesa contactada para responder ao inquérito qualquer resposta (Irlanda, Grécia e Luxemburgo foram os outros países do grupo dos 15 que não responderam ao inquérito), sendo porém questionável se o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) seria a entidade indicada para responder a um inquérito sobre segurança rodoviária.

Daytime running lights


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